segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Frases para um ladrão





Vou chama-lo assim, como vulgarmente dizem por aí : 
Chewbacca!! 
A única vez que te vi aqui no bairro,  
até o momento, porque o mundo é um moinho e a cidade não é o buraco negro,  
estavas de camiseta verde com os olhos arregalados e as pupilas secas. 
Na sua peita estava escrito Brasil em amarelo parecendo sinalizar para Cazuza a sua cara. 
Paguei com o celular, e se tu soubesse entender ou pudesse ler tudo isso Chewbacca,
 mesmo na acertividade da minima probabilidade aqui estão as frases;
Deves saber que sua inteligência para tomar o próximo da maneira que o fez, 
é a mesma que usarias para manter teu sustento. 
Porque confesso; tua agilidade ao correr pela paralela da Av é idêntica a velocidade daquilo que queimas no alumínio. 
A ampulheta meu caro é retrato que o sistema inibiu,  
é sua vida que escorre no labirinto da mente repleta de correntes. 
Fiquei com raiva confesso. 
Depois incorporei pânico por motivos que sua inconsistência não entenderia então pouparei de culta filosofia... 
Alguns são vítimas do sistema, mas há uma paralela que nasceu para roubar  
Se concebido em berço de ouro torna-se deputado em nosso País 
se nasce na escassez pode ser Jão. 
É possível participar da parte corrompida em qualquer nível da pirâmide, 
Uns são predestinados por si mesmo a espalhar cores 
Outros como no teu caso, terror principalmente pra ti mesmo. 
Aquilo que te apetece Chewbacca, te destrói
Mas o meu sorriso ninguém pode arrancar.
Entenda a sonata se for capaz meu pobre rapaz.
Hoje três dias após tomo o meu banho e meto à face colombina ao vento sem muito prestígio, 
possivelmente melancólica, 
porque é meu jeito estúpido poeta lírico de ser.
 tantas coisas aqui na minha massa encefálica que não é possível caber em uma biblioteca, 
enquanto na sua mente existe apenas um nome substantivo concreto e complexo de um aerólito.





segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Loucura




Investi na loucura o máximo que pude, Erasmo teria orgulho e me faria um elogio. Diria que completei a encenação em conformidade com a incredualidade que incomoda as pessoas.
Caindo entre trilhas de grama e areia na neblina desenterrei sentidos e enterrei objetos.

Encontrei meu coração  enferrujado pelas mãos do acompanhante.

Encerrei o dia sorrindo falsamente com um brilho envaidecido de que alguma partícula ficou fora do lugar.

Não há troféu para aqueles que interpretam à vista dos insensíveis.

O que pulsa no meu lado esquerdo é de aço.
Meus dedos laço que a caneta expressa indubitável obséquio de dor. A falta de amor no corpo que levanta embriagado sob olhares de canto. Sem socorro no ato e sermão na segunda-feira.

Enquanto estive na beira quem me deu o braço?
Os expectadores que sorriem são os mesmos que de face santa julgam o espetáculo.
E eu?
Desatino a irrealidade da parcialidade essencial sem me importar em perder já que não tenho muito.

Posso falar de flores ou lama poucos prestam atenção no verdadeiro sentido. Sem drama em relação aos fatos. Fardada é minha indecência para desviar a atenção, e os dedos que apontam apodrecem por ausência de argumentos uma vez que os espelhos de suas casas estão quebrados.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

22 de Junho de 2015

Pode ter certeza que encontrarás as chaves mesmo que tenhas que repetir o mesmo caminho por diversas vezes; e quando as tiver entre os dedos abrirá do portão a porta principal, terás em sua mesa posta os pratos, a bebida a escolha e o modesto fumo digestivo para rejuntar...
E não foi que encontraste?
O conforto virá da persistência em enxergar pela mesma passagem àquilo que a íris já sentiu, basta admitir o que está anestesiado pelo ego que não assume os próprios erros.
A sua pureza emociona e preocupa, mas o seu curar está dentro de ti, oferecer-te colo sem que tua cicatriz feche será o mesmo que fazer perder as chaves que encontrou, ao menos por hora.
Mas, saiba que nada disso impede de dar-te a mão direita e acender a luz.




segunda-feira, 25 de maio de 2015

Espectadores de si

                        " Fulano João Coisa diz: - O que é o amor? Tenho muito a escrever, mas não tenho."



Você diz que me ama, e também foram as últimas palavras que colocou frente a minha fronte. Após alguns dias caímos na mesma frequência daquele antigo vício que conhecemos, 
eu me questiono se é por auto-confiança ou por falta de.
Sei que é uma definição difícil, porque toda vez que sou colocada posto prova àquilo que aproxima a te perder o chão sobre meus pés estremece.
Não sei se platônico ou físico, mas a memória da sua figura transpassa minha epiderme.
Teu nome ecoa nos momentos mais improváveis em lapsos freudianos invisíveis aos paralelos
Que muitas vezes somos nós
Ciclo
Algoz