quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Adagio em G menor

Há uns dois meses atrás aasisti de madrugada o filma de obra "O morro dos ventos uivantes" de Emily Brontë, deveria ter umas três horas de duração, no outro dia fui a faculdade com um sono terrível , pois havia dormido duas horas.
No momento da pelicula tive uma retrospectiva dos meus 16 anos. Vi aquela casa que eu habituava ir quase todos os dias, a cachorra Ritinha a irmã do morador principal. Na cama dele liamos, eu a obra completa ele a obra condensada. Podiamos imaginar tudo o que as frases permitiam, olhavamos um na face do outro.
Eu, com os olhos de paixão, ele com um olhar de sentimento inacessivel ao meu conhecimento até então.
Lembro de tudo, dos cheiros, das músicas, dos sorrisos e dos gostos. Gosto hoje que me é amargo, como o soco que levei, gosto enferrujado do sangue nas gengivas.
Um pedaço da minha memória esta naquela casa, localizada numa rua de paralelepipedo.
Não é amor, nem arrependimento, nem saudade, nem ódio. É um hematoma que embora tenha a muito desaparecido aos olhos nús, vive escondido em algum lugar dentro de mim.





PS - Depois venho contar sobre a rotina, hoje estou de LF.

Um comentário:

  1. Lindas palavras amiga...
    olha eu tbm não tenho ânimo pra fazer nada oque estrapólo na comida, mas vai passar tomar laxante.
    Beijos.

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