sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quirofilia e Asfixiofilia.


ATO I
Naquela tarde regada a vinho, sentada em frente à mesa do computador junto ao amigo, o telefone toca, é outro grande e velho amigo que resolveu dar notícias, então não pude desligar, e resolvi conversar por alguns minutos. Foi quando ele da sua cadeira puxou minhas pernas para apoia-las nas dele, fiquei olhando seus dedos massageando meus joelhos, admirei as grandes e másculas mãos e senti um frio no estômago. Continuei a conversa por telefone encarando o dono das mãos, seus globos verdes baixos e as pupilas dilatadas davam a impressão de que por algum motivo avançaria.
O sorriso no canto da boca pedia permissão para continuar, eu sorri mole autorizando, as mãos já nas partes interna das coxas avançava, e a cada centímetro arrepiava toda minha carne, eu autorizei novamente inclinando meu quadril em sua direção, ele abriu minhas pernas e introduziu um dedo.
A todo custo eu tentava encerrar a conversa na ligação, mas do outro lado da linha a pessoa continuava a contar detalhes de sua vida por menores, enquanto eu sentia minha calcinha arredada e molhada, dava abertura para que ele continuasse a explorar minha boceta com dois, depois três dedos. Não consegui segurar e tremi com tantas contrações que tirei suas mãos de dentro de mim, e lambi seus dedos até o fim da garganta.


ATO II
Chorando, cabisbaixa, triste.
- O que foi querida, chorando de volta?
- É como se faltasse um pedaço em mim.
- Ah não fica assim, posso te dar um abraço?
- Não.
Então com suas mãos ele enxugou minhas lágrimas, reparei que seus fortes dedos desceram até minha boca. Recordei da tarde do telefonema e algo dentro de mim pedia para ser consumida, peguei seus pulsos e beijei, fechei os olhos desejando que ele me pegasse no colo, que minhas pernas firmes o prendesse junto aos ossos da minha bacia.
Resisti, cerrei as lentes, e saboreei mentalmente seus dedos mesmo que tivessem parado nos lábios e nada houvessem feito.

ATO III
Fumando um bec, assistindo televisão. Ele sentado em um colchão de solteiro no chão, ao lado do meu sofá cama, enquanto via o cigarro encostar os seus lábios, percebi suas unhas, e imaginei seus dedos dentro de mim, suspirei.
- O que foi querida? Cada vez que tu suspiras fico imaginando a dor que sentes.
Levanto o rosto e vacilo em dizer a verdade.- Doí mesmo querido.
Pego suas mãos as coloco em meu rosto, e penso: Que incrível, esconde inteira minha face, as imagino em meu pescoço...


ATO IV
- Tuas mãos são tão grandes, é sério, por isto nem discutiria contigo se fosse sua namorada, basta que tu feches uma mão sobre meu pescoço e pronto, me sufocaria sem fazer grande força.
- Jamais te sufocaria.
- É eu sei, mas olhe só como é verdade.
Envolvi seus pulsos e coloquei suas mãos que fecharam meu pescoço e até sobrou.
Falei:
- Aperta.
- Não vou fazer isto.
- Sério aperta.
Ele apenas pressionou um pouco os dedos, eu senti um liquido escorrer pelas coxas.
- Viu como meu pescoço parece frágil quando me cerca com seus dedos?
Um silêncio paira no ar.
- Quer mais café querido?
Vou até a geladeira e coloco o adoçante na mesa.

ATO V
É sábado, dia de tirar uma “ondinha”, bebendo alguns goles. Entre risos e fumaça, ele me encara com aquele velho sorriso no canto da boca, meus olhos percorreram suas pernas, as mãos estavam apoiadas nos seus joelhos. Cerro as pálpebras e pude ver em imaginação suas mãos me dominando, quando abro os olhos, a sua face está rente a minha boca, ele me beija, pega na minha nuca e me coloca sentada em seu colo. Sinto uma massagem nas costas, e não consigo deixar de perceber que uma mão dele quase cobre todas minhas costas. Beijo ele imaginando seus olhos me encarando e a falta de ar que seus dedos podem proporcionar. Digo:
- Para com isto, não encosta mais em mim.
Ele me fita com desconfiança, e eu digo que estou com sono. Tomo mais duas boletas de carbamazepina e vou deitar.

ATO VI



E foi que aconteceu; os corpos enlaçados, líquidos e cheiros pairando, ele coloca os dedos entre as minhas pernas, chupa e oferece a minha boca, eu aceito e empurro o seu dedo médio até a campainha da garganta. Sinto estremecer não somente o corpo como a alma, escorre algumas lágrimas na minha face porque quase engasgo. Quando sou penetrada novamente, pego suas grandes mãos e coloco no meu pescoço, o encaro e faço o mesmo com a segunda mão, ele não esboça nenhum tipo de reação, então eu peço:
- Aperta meu pescoço.
- Não, eu vou te machucar.
- Me machuca.
Apertou até eu sentir falta de ar. Mais lágrimas escorrem na minha face, e ele solta. Sinto felicidade e medo, continuamos.
- Pega no meu pescoço de volta, e ele provoca, primeiro esticando a palma em minha face, colocando parte dos dedos na minha boca, fico apreensiva, respiro fundo e coloco novamente em meu pescoço, ele aperta, o coração acelera, resolvo não reclamar, deixar ir além e quase engasgo, afasto seus dedos para mostrar que esta começando a machucar, a velocidade fica maior, e eu tremula explodo, grudo em seu corpo, enlaçada pelos seus braços, descubro um novo prazer.

7 comentários:

  1. pude sentir cada toque, cheiro, arrepio .. senti todas as emoções, todo o desejo e prazer. Terminei o texto quase que em um orgasmo, e refletindo se isso aconteceu a vc ou so e uma coisa que vc quer que aconteça .-. o jeito que vc escreve sempre me impressiona. Beijos flor :*

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  2. OIE QUERIDA NOSSA FIQUEI VIDRADA NA HISTÓRIA, VC ESCREVE MUITO BEM, NORMALMENTE TEM HAVER COM VC MESMA NÉ? ESSSE MISTO DE REALIDADE E FIXAO ME FASCINA

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  3. Foi fundo na inspiração, parecia estar de fato vivendo esses momentos sensuais e sexuais, rs. Parabéns menina, bjos.

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  4. Oi amore
    Nossa pude sentir tudo!rsrsrs
    Vc escreve muito bem,com as histórias que escreve eu faço um filme na cabeça e eu gosto tanto disso.
    Muito mas muito bom!!
    Beijos linda obrigada por estar comigo!
    Te adoroo tanto....

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  5. Uau...sempre arrasa quando escreves assim. Parabéns, adorei ^^
    Bejuh e força querida!

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  6. Menina vc tem um dom especial, escreve de forma singela e profundo. Saudades bjbj

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  7. Ai que delícia!

    Fiquei sem fólego daqui!

    Meio masoquista, mas exitante,pensando melhor,foi bem masoquista.

    Mas se tratando de prazer,vale tudo.Aliás lembrei de mim agora,sou bem masoquista e imploro por isso,quanto mais eu escuto"isso vai te machucar" mais eu exijo.

    Existe uma Anita selvagem dentro de mim,e tenho q exteriorizar isso,sexo é a melhor forma,a mais louca e gostosa forma.
    E olha chupão e mordida no pescoço é tradição aqui,mas essa pegada por trás aí,hum...Vou ter q experimentar!Hahahahaha!

    Querida eu estou feliz por você.Você merece descobrir todos os prazeres desse mundo intensamente.
    Mais uma coisa:espero que isso aconteça milhares de outras vezes,cada uma melhor q a outra,sem limites para o desejo.

    E agora vou desligar o pc porque esse post me deixou exitada demais(ops,meu marido tá aqui do lado --' hum...),hahahaha!

    1 beijo :)

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