quinta-feira, 21 de maio de 2015

Restos

Fui mexer em uma pasta que não devia, e-mails que datam 2007. 
No conteúdo frases que me espancou. Tive vontade de vomitar toda a janta junto com o passado e o sentimento de culpa sobre as minhas atitudes que acreditou em suma nas palavras que hoje me parece tão óbvio não eram dignas o suficiente para tanto. 
No último ano dos sete, como um gato que tentou se agarrar ao último fio de vida das sete em falsas íris verdes, encontrei outros olhos de cor oposta, e o dono deste sim ficou com um pedaço do qual eu não posso preencher, mas não por ingratidão que é o primeiro caso, e sim por amor na troca do aprendizado em tão pouco tempo, sem espionagem de futilidades dos quais os egos muitas vezes nos tomam.

A única coisa que devo agradecer é pelos últimos sete meses nos últimos setes anos. 
Perder tudo para ter certeza do que tenho indiferente de fronteiras é meu maior presente. 


Um comentário:

  1. Ah Noivinha...

    Mexer no passado através de e-mails antigos é como chafurdar o próprio lixo, mesmo sabendo o que pode achar você sempre se surpreende com a própria mediocridade.

    Pelo menos a Noivinha tem algo para agradecer nos últimos sete meses, existem pessoas que tem algo pra reclamar nos últimos 30 anos, a gratidão ou a maldição se impregnam no corpo de quem as profere atraindo e materializando ainda mais coisas, pessoas, situações pelas quais se pode agradecer ou amaldiçoar, aí está a diferença entre progresso e o fracasso!

    A questão não é perder ou ganhar, a questão é descobrir sua essência dentro deste processo, e ao meu ver o melhor presente que você conservou foi o seu maravilhoso dom de escrever!

    Beijinhos ^^

    ResponderExcluir

Grata pelo comentário. Em breve será liberado para a visualização.